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A maioria das pessoas não quer ser milionária.




A maioria das pessoas nem quer ser milionária. A maioria quer coisas simples, um teto, comida, saude, amigos e menos problemas. A maioria quer tranquilidade.


Era o que tínhamos nas savanas e nem sabiamos que tinhamos. O não saber era por falta de referencias. Nao havia barulhos, nem intranquilos para comparações. Até para as caçadas era exigido um grau de tranquilidade e de silencio para flagrar a presa. Sobrevivemos nesse estilo por pelo menos dois milhões de anos. Dois milhões!! Não há a menor chance de chegarmos a isso com tanto barulho.


Apos a revolucao agricola e o inicio das cidades, conhecemos o barulho, a civilizacao moderna e com isso a decadência, o estresse e a sobrevivência dependente de habilidades estranhas. Em vez das longas caminhadas a pé, entramos nos carros e nos aviões. Passamos a percorrer distancias imensas sentados. Em vez de caçar e coletar graos, compramos os alimentos em mercados ou pedimos nos deliveries.


As casas que eram feitas de palhas, tocos e pedras apenas para abrigo, passaram a ser de vidro, metais e concreto armado para ostentar.

As roupas de peles mudaram para tecidos de algodão e de plástico. As civilizações produziram os milionários e os miseráveis, os cientistas e os religiosos. Os cultos e os incultos, pretos e brancos, fortes e fracos, todos doentes.


RETARDATÁRIOS


Se há algo que nos une há pelo menos 12 mil anos é a doença. Todos temos algo precário no corpo, sintomas de doenças. O tempo de vida pode ter aumentado em relação aos ultimos séculos a um custo alto de fármacos e procedimentos médicos. Mas a maioria segue morrendo pelas doenças e desigualdades. Isso engloba as guerras, o crime, o racismo, a fome e o excesso de veneno no alimento e na atmosfera.


Nas sociedades antigas o retardatário era sempre o mais velho. Na sociedade moderna o retardatário é o mais cansado que pode ser o mais novo. Jovens movidos a alcool e alimentos processados já acordam exaustos. Passam o dia estimulados por café ou outros energéticos. Viram adultos com barriga proeminente, pés amaciados pelos tênis, mãos lisas, respiração reduzida, digestão comprometida e prisão de ventre.


CÉREBRO SENHOR DE TUDO


Quanto mais moderna, mais doente. O corpo bombardeado por descargas eletromagnéticas dos aparelhos não consegue o sono profundo. O estresse pelo dia passado se soma à ansiedade do dia seguinte. A sobrevivência não depende mais das habilidades do corpo, dos músculos, do faro, da agilidade em escalar árvores e do silêncio estratégico, a invisibilidade.


A sobrevivencia depende do currículo, da competência, da adaptação às ruas, das relações políticas, das indicações e do barulho estratégico, a visibilidade.

Os invisíveis não sobrevivem. São os excluidos, os periféricos, os mortos nas guerras, os sequestrados, os famintos. Há uma sociedade gigantesca de invisíveis circulando entre nós. Aqueles que chegam e desaparecem sem que nada se altere no entorno.


Nas sociedades ancestrais, qualquer morto era uma ausencia importante, um braço a menos, uma proteção a menos, um ser a menos. Nas modernas é um custo a menos. Já os visíveis na ínfima sociedade visível, a morte é um evento pra gerar mais visibilidade e um lucro a mais.


Essa moderna sociedade baseada no poder do cérebro senhor de tudo e na religião dos neurotransmissores, está fadada ao esgotamento mental e físico. Pessoas cultas e gordas não sobrevivem a uma repentina invasão das águas. Não sobrevivem uma semana numa floresta tropical. O desenvolvimento do cérebro é incompatível com o descaso do corpo. A inteligência não está restrita ao topo, está em todas as partes, no intestino, no fígado, baço, nos pontos energéticos das mãos e dos pés.


A inteligência está no contato do corpo com a natureza pulsante, fora das academias, das salas de aula e dos consultórios. Os hospitais construidos como shopping centers de cimento e ar central são parte da doença. Haverá um dia em que terão amplos jardins, árvores e ar puro nos quartos. A comida será natural e ao contrário de hoje, os médicos serão todos saudáveis como prerrogativa para curar os menos saudáveis.


E tudo isso sem fazer barulho.


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