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O PODER DA AUTOESTIMA

Atualizado: há 2 dias




A desonestidade está relacionada à baixa autoestima. A falta de empatia, o narcisismo, fascismo, a psicopatia e até o nacionalismo estão relacionados à baixa autoestima. A violência é também resultado de autoestima baixa.


Vários experimentos feitos com jovens e adultos nos EUA e Reino Unido levaram os pesquisadores a essa conclusão: a autoestima também molda o sujeito. Nas pesquisas, voluntários separados em grupos e submetidos a situações de tensão tinham soluções distintas para os mesmos problemas.


Perceberam que os mais fracos escondiam informações, manipulavam, mentiam e culpavam os outros. Os mais seguros de si encaravam os problemas, aceitavam as consequências e até admitiam erros. Os fracos jamais admitiam, mesmo com todas as evidências.


É difícil e complexo localizar a origem da autoestima baixa, mas desconfia-se que está na infância. São vários fatores que desencadeiam esse “distúrbio” desde rejeição à violência doméstica. A rejeição começa na gestação, na gravidez indesejada por vários fatores dentre eles despreparo, acidente ou a violência do estupro.


Crianças rejeitadas passam a vida buscando a mãe. Crescem e viram fundamentalistas religiosos, machistas, manipuladores e ultimamente entre nós, bolsonaristas. Defendem pautas baseadas em um desejo atávico de vingança. A mensagem interna, a voz que sussurra no fundo da mente é “se eu não tenho, ninguém terá”.


EXÉRCITO DE REJEITADOS


O mundo está sob epidemia de baixa autoestima. No Brasil é quase pandemia. O congresso nacional é um verdadeiro laboratório de animais com baixa autoestima. Têm se proliferado a cada legislatura. Surgem como baratas e agora descobriram que podem ocupar todo o poder. Para isso precisam ampliar seus quadros estimulando o nascimento e ascensão de iguais. Um exército de rejeitados.


Autoestima baixa não significa baixa inteligência, astúcia e pouca capacidade de trabalho. Ao contrário, sobram astúcia e capacidade de gerar conflitos, uma das prerrogativas dessa espécie. Onde tem guerra tem autoestima baixa no meio. Pode observar no seu entorno e mesmo na família, os mais raivosos, astuciosos, vingativos, mentirosos e conservadores têm questões com autoestima. Não falha.


Eles odeiam a alegria. Preferem a euforia, festejam a doença, têm pânico de perder espaço para a felicidade. Como não conseguem nada com as vibrações do bem estar, têm orgasmos com tudo que ameaça a tranquilidade. Liberam e expõem armas de grosso calibre, estimulam o consumo de venenos, negam a ciência e criam leis que levam ao pânico. O prazer é inenarrável.


O projeto de lei 1904 é um desses suprassumos da baixa autoestima, do exército de rejeitados que ocupa o parlamento do país. Mais do que prazer em punir mulheres, as mães, eles precisam garantir a preservação e proliferação da própria espécie.


Só não contavam com a reação. Enquanto agiam nos subterfúgios, nas falcatruas transformadas em memes e manipuladas pela imprensa, o país da autoestima elevada condescendia. Mas agora mexeram com um símbolo que desde cedo eu aprendi ser imexível.


Mexeram com a mãe, com as mães, com todas as mulheres. Mexeram errado. Eles de novo vão conhecer o poder avassalador da autoestima elevada. Ela é tão perigosa que é capaz, até, de pacificar o mundo.

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